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Plantações de algodão do Cariri são experiências em sistemas agroalimentares

Plantações de algodão do Cariri são experiências em sistemas agroalimentares 1

Os sistemas agroalimentares continuam sendo alvo da formação e pesquisa nas zonas rurais da Paraíba. As plantações de algodão são observadas em busca dos melhoramentos do produto. Durante este final de semana, mais agricultores foram capacitados com a realização de módulos de formação na Unidade de Aprendizagem e Pesquisa Participativa (UAP), no Assentamento Zé Marcolino, município de Prata, no Cariri Ocidental da Paraíba.

De acordo com os participantes, os agricultores seguem o rumo normal da produção dentro das dinâmicas neste ano agrícola 2019. O Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo evidenciaram as dinâmicas de discussões promovidas no mês de abril no assentamento da reforma agrária numa entrevista com o pesquisador da Embrapa Algodão, Marenilson Batista.

A assessora da ONG Arribaçã, Maria Amália e o agricultor familiar que pratica as dinâmicas, Agnaldo Freitas da Silva, também participaram da entrevista. “No último encontro que tivemos já no terceiro módulo, gerou uma expectativa de cada módulo pra gente sempre inovar e aprender cada vez mais”, disse Agnaldo Freitas, que reside e produz na Vila Produtiva Rural Lafayette, município de Monteiro.

Ele disse que a parceria com a Embrapa e com a ONG é valiosa e trará cada vez mais ótimos frutos. “A cada vez que a gente se junta para aprender é uma aprendizagem intensa”, explica Agnaldo, que contou os detalhes das novas formas de produção agroecológica e como estão os trabalhos produtivos na região.

“Nesse encontro, a gente identificou pragas da lavoura, principalmente as pragas do algodão. A gente trabalhou com o processo de identificação de pragas, com o manejo, com o controle, porque nessa fase da produção do algodão em consórcios agroecológicos é justamente a fase importante, que é a do crescimento do algodão, que pode ter um ataque de pragas. Nesse processo de identificação de pragas conhecemos diversos campos de produção. Os agricultores conseguiram ver na prática como é que a gente controla, como identifica”, relatou
Maria Amália, da ONG Arribaçã.

Segundo ela, foi um dia inteiro de formação. “Percebemos como se identifica as pragas, como controlar e quais são as plantas naturais dentro de uma prática bacana de barreiras naturais. Os agricultores viram que o gergelim consegue controlar a formiga e isso foi um momento de teoria e prática onde os agentes sociais viram e foram pra sala de aula ver a teoria”, explicou Maria.

Conhecimento – O representante da Embrapa, Marenilson Batista, ressaltou o que o conhecimento agregado à prática são capazes de fazer pela agricultura algodoeira. “Eu acho que o mundo está precisando dessa oxigenação, de boas energias e de boas notícias. No Cariri paraibano, o terceiro módulo de formação da Unidade de aprendizagem e pesquisa participativa é o local onde os agricultores de todo o Cariri se reúnem uma vez por mês para construir conhecimentos, aprender e ensinar. Por isso que é espaço de aprendizagem e também da pesquisa participativa. É a construção de novos conhecimentos baseados na realidade do Cariri”, explicou.

O trabalho que a Embrapa vem fazendo com a produção do algodão nos sistemas agroecológicos em sete pontos de seis Estados do semiárido está dentro das dinâmicas de aprendizagem e pesquisa participativa.

“Na Unidade do Assentamento Zé Marcolino, na Agrovila Laginha, no município de Prata, o algodão está em torno dos 60 dias. Ou seja, o algodão já tem flor, já começa a apresentar as primeiras ‘maçãs’ e já está numa fase bem avançada. Existem algodões mais novos, mas, de modo geral, nós temos algodões numa fase já bem consolidada. Não faltando chuvas, nós teremos uma ótima produção no Cariri de algodão orgânico certificado”, concluiu.

o pipoco  com Stúdio Rural/ Domingo Rural

Roçado de algodão orgânico – Fotos: Antônio Tavares

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