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Por Sergio Bezerra: As Muitas moradas da casa de meu pai

As estatísticas registram que quase todas as guerras ocorridas no mundo foram provocadas pela religião. A principio, tende-se a imaginar que a culpa é de Deus, Alá, Buda, Confúcio ou quem quer que seja. Entretanto, se nos aprofundamos um pouco, vemos que o problema não está em quem cremos, mas em como cremos. Mais especificamente, em como tentamos fazer os outros crerem. Há pregadores que se deixam levar – seja pela ânsia de poder, pela vaidade, ou por qualquer outro sentimento – e acabam jogando os fiéis uns contra os outros.
Para não me alongar muito no assunto, vou me reportar à religião predominante no mundo ocidental: o cristianismo, oriundo de Emanuel, chamado Jesus Cristo, Filho de Deus, cujos ensinamentos deram inicio à Igreja Católica Apostólica Romana. Uma dissidência provocada por Lutero fez surgir o protestantismo e, dele, se originaram centenas de igrejas evangélicas com nome e estilo para todos os gostos.
Ocorre que tanto católicos quanto evangélicos crêem em Deus e reconhecem Jesus Cristo como seu filho e intercessor. Mas divergem em relação a algumas coisas. Enquanto a Igreja Católica louva a mãe de Jesus e crê nos santos, os evangélicos afirmam que ela foi uma mulher comum e que os santos católicos não servem pra nada.
Com relação à Maria, entendo que o simples fato de ela ter sido escolhida para ser a mãe do criador é um diferencial que a coloca bem acima dos demais mortais. Entre todas, Deus escolheu Maria… E Ele, caro leitor, simplesmente não erra. No tocante aos santos, não ouso defender, até porque muitas águas rolam por traz da escolha dessas santidades. Por outro lado, é cristalino como os Evangélicos levam mais a sério os ensinamentos bíblicos e temem mais os castigos divinos.
A verdade é que qualquer pastor, padre ou kardecista encontra na Bíblia Sagrada textos sustentadores de sua fé e tem argumentos suficientes para arregimentar rebanhos. E saem por aí propagando a salvação, mas apenas dentro da fé que cada um professa. Ou seja, se não seguir os ensinamentos do pregador, não se salva. O que é um equívoco, mesmo porque ninguém é detentor da verdade absoluta.
Mas é justo salientar que o ser humano é a mais complicada obra do Criador. O homem, por si só, é um perigo ambulante, e o radicalismo religioso aumenta ainda mais o perigo. Daí o surgimento das guerras, tanto as guerras propriamente ditas como aquelas travadas na surdina, em busca do aumento do rebanho.
O mundo precisa de paz, como sempre pregou Jesus Cristo, e o homem só a encontra nas religiões compatíveis com o seu comportamento. Nenhuma é melhor que outra, nenhuma tem o condão de salvar. Quem salva são os atos e a fé de cada um, em qualquer morada das casas do meu pai.

Contatos com a coluna: [email protected]

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