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Nomeações de Trump para novo governo geram críticas

trum-noemacoesO presidente eleito dos EUA, Donald Trump, convidou Michael Flynn, um general reformado que já tachou o Islã de “ideologia política” da qual “os pais fundadores iam querer distância”, como seu conselheiro para segurança nacional.

Ainda não está certo se o militar topou o convite. Caso diga sim, supervisionará uma equipe de cerca de 400 pessoas.

O detentor do posto costuma ter a palavra final para indicar como o presidente deve lidar com crises de alcance global –desde como lidar com epidemias como a do Ebola até políticas para combater o terrorismo. Os EUA hoje estão envolvidos em sete conflitos no mundo: Afeganistão, Iraque, Líbia, Paquistão, Síria e Iêmen.

Alguns nomes que já passaram pelo cargo: Colin Powell (Ronald Reagan), Condoleezza Rice (George W. Bush) e Susan Rice (Barack Obama).

Registrado como democrata, o general chefiou a Agência de Inteligência de Defesa no governo Barack Obama, entre 2012 e 2014 –sua passagem na administração coincidiu com à de Hillary Clinton como secretária de Estado (chanceler).

Demitido por Obama, Flynn virou um dos partidários mais leais a Trump. Em julho, lançou um livro (“Field of Fight: How We Can Win the War Against Radical Islam”) em que dá sua versão para o episódio.

Para o general, o presidente o dispensou porque, em 2014, ele falou no Congresso que a ameaça do terrorismo islâmico estava em ascensão. O governo defendia o contrário.

A escolha de Flynn sinaliza que Trump está disposto a adotar postura agressiva contra “radicais islâmicos”. A dupla está em sintonia quanto ao tema. O empresário defendeu um “veto total” a muçulmanos no país logo após o atentado em San Bernardino (Califórnia), em dezembro de 2015.

(Depois voltou atrás e disse que só barraria pessoas que viessem de países com histórico terrorista, como refugiados sírios. O debate parece estar em ponto morto por ora, ao contrário de outras propostas que apimentaram sua campanha, como a expulsão de imigrantes ilegais do país.)

Os dois também convergem num ponto: a simpatia por Vladimir Putin. Em dezembro, Flynn se sentou a duas cadeiras de distância do presidente russo, num jantar de gala em Moscou.

O banquete foi cortesia da RT, TV estatal local para a qual o general já fez participações especiais (assim como o pensador marxista Noam Chomsky e a ativista socialista Gloria de la Riva).

Sua visão de adeptos do Islã já mobilizou o Council of American-Islamic Relations. A organização reagiu a um tuíte de Flynn em março (“temer muçulmanos é RACIONAL”). Pediu que Trump se aliasse a alguém “que não defenda pontos de vista tão preconceituosos”.

Isso não aconteceu e, como aliado de Trump, Mike Flynn fez de Hillary seu saco de pancadas preferencial.

Deu um dos discursos mais inflamados na convenção republicana, em julho. Nele criticou o ex-chefe: “Estamos cansados dos discursos vazios de Obama. […] O mundo não mais tem respeito pela palavra americana, nem teme nosso poderio”.

Ele também pediu um “corretivo” no “politicamente correto” e defendeu a prisão de Hillary, por ela ter usado um servidor privado para trocar e-mails oficiais na época em que era chanceler, com potencial risco à segurança nacional (algumas das mensagens tinham conteúdo secreto).

Trump, que na juventude conseguiu evitar servir no Vietnã, cogitou fazer do general com 33 anos de carreira militar seu vice-presidente (a vaga acabou com o governador de Indiana, Mike Pence).

Agora, pode compensá-lo com um escritório da Casa Branca. De lá despachará, se o convite for aceito, o homem que escreveu: “Estamos numa guerra mundial, mas poucos americanos reconhecem isso. Ainda menos têm ideia do que fazer para vencê-la”.

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