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MARINHEIROS DE PRIMEIRA VIAGEM por Nal Nunes

nal nunesDiz a Constituição Federal em seu Artigo 14 : “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei”.

A Carta Magna de 1988 brinda-nos com este imprescindível instrumento de transformação da vida. Da vida? Sim, isso mesmo, porque tudo o que fazemos ou que deixamos de fazer vem de lá do Congresso Nacional e da presidência da República. Como será o meu atendimento no SUS, como e onde vou estudar, onde vou ser assaltando, como vou ser roubado (pelos impostos, pelo governo), falando sério, as regras ditadas pelas leis são as diretrizes dos rumos imputados a nossa qualidade de vida. Pois bem, neste caso, o voto é questão de vida ou morte. Votar bem é votar num cidadão ou cidadã que atenda aos desejos coletivos, que exerce a democracia e os princípios constitucionais, que invista na educação como instrumento transformador e inovador, na saúde e na agricultura, na infraestrutura, turismo, esporte e na segurança, que conduza com honestidade os recursos públicos, e, sobretudo, votar bem é votar em quem tem capacidade de gestão, quem tem projetos de desenvolvimento de uma cidade, no nosso caso em Monteiro, uma cidade universitária. Assim são os nossos candidatos?

Trata-se de um conjunto de ferramentas que juntas formatam uma engrenagem em busca da prosperidade. E a imprensa? Acho que tem um papel preponderante neste caldeirão administrativo. Mas, temos que ter imprensa livre de verdade, exercendo o seu papel de informar a população com imparcialidade, a imprensa não pode ser submissa aos poderes.

Por falar em imprensa livre, ontem, dia 09, gravei uma extensa matéria com nosso querido repórter, Cabelo de Ouro, da 104 FM. Para minha decepção a matéria não foi colocada no ar. Os radialistas que comandam esta emissora, Edivaldo Reis e Eudo Nicolau, não quiseram colocar minha fala para escuta de todos. Nada contra estes competentes profissionais da radiofonia, eles apenas  não têm o direito de exercer o papel de imprensa livre como, talvez, desejariam, eles são simplesmente controlados por uma direção linha dura que, de rádio não conhece nada, mas conhece muito bem a cartilha de Capitão. Estou falando do Deputado João Henrique.

O que havia na matéria que não foi ao ar? Nada de grave. A matéria pedia apenas que os próximos gestores tivessem mais afinidade com o turismo que em Monteiro, mesmo sendo a cidade mãe da nascente do Rio Paraíba, desconhece completamente este potencial. O mundo precisa conhecer a beleza natural de Santa Catarina, com suas descrições rupestres. Monteiro tem que explorar a beleza da Serra do Mocó e da Gameleira. No esporte, fala-se apenas de dois ou três campeonatos. Isto não pode ser chamado de matéria prima de uma Secretaria de Esporte, é muito pouco para fazer jus, ao nome e ao orçamento. É preciso que se alcance as várias outras modalidades de esporte existentes e necessárias na vida da comunidade.

A cultura é um Deus nos acuda, nem secretário tem. Temos um teatro como poucas cidades do interior do Brasil. Na Paraíba, se o espírito não me engana, temos somente em Areia e Monteiro, falando de cidade pequena. Pois é, um teatro sem espetáculo, um importantíssimo equipamento ocioso. Vamos colocar os nossos poetas para produzir rimas naquele “mausoléu”, trazer peças teatrais, realizar festival de calouros para descobrir novos talentos. Temos que ter iniciação nas artes plásticas, somos riquíssimos em pintura, incentivar a produção literária. Proporcionalmente falando, somos um dos maiores celeiros de músicos do Brasil. Temos que ter uma “fábrica” de músicos e exportá-los sempre que tiver demanda. É fácil e barato, basta implantar aulas de bateria e percussão, cordas, teclado ( incluindo safona), e canto, professores temos de monte. Temos que procurar os talentos escondidos no anonimato que guardam dentro de si o instrumento mais difícil de ser executado, o canto. Não temos grupo de dança, não temos grupo de canto(coral), não temos nenhuma manifestação cultural em andamento. Pelo contrário, acabamos com o tradicional coco de roda de Monteiro ( leia-se: Coco de João Faísca e Coco do  Noberto), por falta de estímulo e apoio.

A agricultura padece, não só pela gestão pobre de secretários, mas principalmente, pela ausência de projetos de desenvolvimento deste setor primária da economia. A caprinocultura não foi evidenciada, causando um estancamento de um segmento que já vinha produzindo dividas para nosso município. Não tem nenhum projeto que contemple a cultura de pequenos animais, com exceção apenas na avicultura que já existe ação neste segmento. Inexiste também, apoio maciço na agricultura familiar. O agricultor tem que ser escutado.

As associações estão relegadas aos últimos planos. Não há participação efetiva das entidades representativas das comunidades rurais neste governo municipal. Ao contrário de gestões passadas que as associações estavam presentes em grandes projetos como foi o caso da caprinocultura.

Contudo, dizer que este governo não tem o que mostrar, que não tem obras importantes no município, é escurecer a verdade completamente. Claro que tem muito que comemorar, na próxima cuidaremos disso, aguarde.

Agora, para não dizer que não falei das flores, ou melhor, dos marinheiros de primeira viagem, vamos direto ao assunto com Ana Lorena e Juracy Conrado. Eu perguntaria logo de entrada: Será que esses dois estão capacitados realmente para assumirem os destinos de uma cidade universitária como Monteiro? Ambos foram apenas vereadores de um só mandato, será que é experiência política-administrativa graduada para tocar essa gestão? Será que ambos têm projetos eficazes para mostrar e convencer a população? A vida privada de ambos pode ser avaliada como um espelho de grande definição da futura gestão? O conhecimento de ambos está à altura do desejo do povo?

Essas são, entre tantas, perguntas que devem brotar da mente inteligente do povo de Monteiro, que ao contrário de Sumé, este ano terá o privilégio de votar num homem do quilate de Assis Quintans. Já que nós só temos nós, então…vamos de nós mesmo, ou melhor, com os marinheiros de primeira viagem. Quanto à bagagem dos nossos candidatos, veremos durante a campanha.

Nal Nunes

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