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Ex-secretária estadual, Livânia Farias, fica calada em depoimento

A ex-secretária de Administração do Estado da Paraíba, Livânia Farias, optou por ficar calada, durante audiência com promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), realizada nesta quarta-feira (27). A ex-secretária estadual foi presa no dia 16 de março, em João Pessoa, na terceira fase a operação Calvário, acusada pelo Gaeco de recebimento de propinas pagas pela Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul.

Livânia Farias permaneceu em silêncio diante de todas as perguntas formuladas pelos representantes do Gaeco e, de acordo com a defesa dela, a decisão de ficar calada, adotada pela ex-secretária, atende a um preceito constitucional.

Livânia foi alvo de dois mandados de prisão cumpridos na operação Calvário. O primeiro diz respeito à gestão dos contratos com a Cruz Vermelha e ocorreu no último dia 16. O segundo está relacionado com a suposta receptação de R$ 900 mil, dinheiro que seria fruto de caixa dois de campanha para as eleições de 2018, pago pela Cruz Vermelha, conforme as investigações.

A ex-secretária foi levada para a 6ª Companhia da Polícia Militar, onde aguarda o julgamento do processo. Ela só pode receber visitas de familiares até o segundo grau e dos advogados. O desembargador também deferiu parcialmente o pedido de sequestro de bens de Livânia Farias. Foram autorizados os sequestros de uma casa adquirida supostamente com dinheiro de propina, em Sousa, no Sertão paraibano, e um veículo modelo BMW/X1, de cor branca.

Dois Procedimentos Investigatórios Criminais, envolvendo a ex-secretária estadual de Administração, foram remetidos ao 1º Grau, devido à ausência de foro privilegiado, conforme determinação do desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Ricardo Vital de Almeida, que divulgou tal decisão na tarde da última quinta-feira (21).

A operação

A Operação Calvário foi desencadeada no dia 14 de dezembro de 2018, para investigar núcleos de uma organização criminosa comandada por Daniel Gomes da Silva, que seria responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados junto à unidades de saúde do Estado, com valores chegando a R$ 1,1 bilhão, possuindo atuação em outras unidades da federação, a exemplo do Rio de Janeiro, conforme o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Após ser presa, Livânia pediu exoneração do cargo de secretária de Administração do Estado, através de uma carta encaminhada ao governador João Azevêdo na mesma noite da prisão. O Governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) oficializou o pedido de exoneração da secretária de administração do Estado, Livânia Farias, no Diário Oficial do Estado (DOE) da segunda-feira (18), divulgado no dia 19 de março.

Sobre o caso, o Governo do Estado declarou em nota que “causa estranheza que tenham cerceado a liberdade da secretária apesar dela possuir domicílio certo, ter se colocado publicamente à disposição da Justiça ou de quaisquer órgãos de investigação e, principalmente, sem que tenha sido facultada uma única palavra de defesa ao longo de todo o processo investigatório, não obstante a execração pública antecipada”.

G1PB

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