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Trump é muito trapalhão para viajar para fora dos Estados Unidos?

Em meio à contenda cotidiana que o opõe a boa parte da opinião pública, da imprensa, do Congresso e, agora, a ex-membros de sua equipe de governo, Donald Trump prepara sua primeira viagem oficial ao exterior.

Amanhã, ele deixa Washington em direção a Riad onde se reúne com o rei Salman, da Arábia Saudita, e com outros governantes do golfo Pérsico. Segue para Jerusalém ao encontro dos dirigentes israelenses. Vai depois para Roma e visita o papa Francisco, continua a viagem para a cúpula da Otan em Bruxelas e termina seu itinerário no exterior em Taormina, na Sicília, na reunião do G-7 nos dias 26 e 27.

Iniciando sua primeira viagem pela Arábia Saudita, e não pelo Canadá ou pelo México, como fizeram outros presidentes americanos, Trump prestigia um aliado importante no Oriente Médio. Dá também um recado tranquilizador para os países árabes sunitas preocupados com o peso crescente do Irã, baluarte xiita na região.

Resta que Trump deverá, ao longo de seu percurso, desfazer os mal-entendidos gerados por suas gafes ou declarações intempestivas. Em Israel, além do contencioso da Palestina e da guerra civil na Síria, Trump irá avisar que mudou de ideia sobre a localização da embaixada americana.

Na campanha eleitoral, ele havia dito que mudaria a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, cujo estatuto como capital de Israel não é reconhecido pela ONU. Trump deverá encarar o ainda o desagrado do governo israelense com suas indiscrições na conversa com o chanceler russo num encontro na Casa Branca.

Na cúpula da Otan, fundada em Washington em 1949, em plena Guerra Fria, Trump dirá aos países membros da aliança que mudou de ideia a respeito da utilidade da aliança militar do Atlântico Norte, que ele havia julgado obsoleta, poucos dias antes de entrar na Casa Branca.

Na reunião do G-7, em Taormina, Trump deverá se desdizer duas vezes. Dirá, talvez, a Jean-Paul Juncker, presidente da Comissão Europeia, que mudou de ideia sobre a União Europeia (EU). E agora não acha mais que outros países membros deviam seguir o exemplo do Brexit e do Reino Unido, saindo também da União Europeia. Em seguida, se tiver tempo, poderá explicar a Angela Merkel que não pensa que a Alemanha esteja explorando os países da zona euro e os Estados Unidos.

Diante de tantas explicações complicadas, por parte de um presidente mal informado, Sarah Posner, uma respeitada jornalista, só vê uma solução: Trump deve anular sua viagem ao exterior. A eventualidade de novas encrencas provocadas por um presidente de “comportamento errático” e incapaz “de aderir às normas básicas de democracia e diplomacia”, pondo assim em risco a segurança nacional, a diplomacia americana, mas também “a segurança do mundo”, leva Posner defender o cancelamento da viagem.

Seu artigo, publicado no “Washington Post“, tem um título eloquente: “A viagem de Trump ao exterior deve ser anulada. Os riscos são muito grandes”. Até onde alcança a memória e uma breve revisão dos arquivos digitais, é a primeira vez que um editorial deste teor é publicado num grande jornal americano.

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