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Biden faz oferta a Putin, mas renova ameaça e volta a falar em invasão

1644959419620c16bb990e8_1644959419_3x2_md-600x400 Biden faz oferta a Putin, mas renova ameaça e volta a falar em invasão

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um discurso em que misturou a oferta de negociações objetivas com a Rússia acerca da segurança na Europa com a renovação de ameaças e da avaliação de que Moscou pode invadir a Ucrânia.

Ele elogiou a decisão de Vladimir Putin de anunciar a saída de algumas das “150 mil tropas”, segundo a conta americana, que estão em torno do vizinho russo.

“Mas nós não conseguimos verificar isso ainda. Ao contrário, nossos especialistas consideram a invasão uma possibilidade muito distinta”, afirmou Biden.

Ele, contudo, dedicou a parte inicial de sua fala à ideia de que pode haver um acordo por escrito com os russos que aborde as preocupações estratégicas de Putin.

Isso pode envolver “arranjos de segurança” e “controle de armas”, mas sem “sacrificar princípios básicos”. “Há muito espaço ainda para a diplomacia.”

É uma fala calculada. Putin havia emitido um ultimato pedindo basicamente que a Otan (clube militar de 30 países liderado pelos EUA) desistisse de absorver países ex-comunistas, temendo forças e estruturas ocidentais às suas portas.

Enquanto isso obviamente é inaceitável para o Ocidente, como capitulação, há concessões intermediárias possíveis. Quais seriam as opções americanas às demandas de Putin é que não está claro.

O resto da fala foi uma repetição da retórica mais agressiva de Biden, prometendo reação internacional em caso de guerra, e um apelo no qual misturou um confronto com os EUA, que não tem nenhum compromisso com a defesa militar da Ucrânia por ela não ser da Otan, e um embate localizado.

“Nós não somos seus inimigos”, disse, se dirigindo hipoteticamente ao povo russo. Lembrou até que ambos lutaram do mesmo lado na Segunda Guerra Mundial (para ambos, de 1941, dois anos depois do início na Europa, até 1945).

Ante o clima geral de possível distensão, acompanhada de sinalizações militares para não demonstrar fraqueza por parte da Rússia, que os dois últimos dias proporcionaram a Biden a possibilidade para modular seu discurso.

FOLHAPRESS

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