Paraíba

Bancos descumprem orientação para evitar aglomerações e Sindicato denuncia caos nas agências

demora_atendimento_-_caixa_economica_internauta_2-599x400 Bancos descumprem orientação para evitar aglomerações e Sindicato denuncia caos nas agências

O Portal ClickPB recebeu denuncias de internautas sobre as filas que se estendem em diversas agências bancárias da Paraíba com a pandemia do coronavírus. Nos últimos dias, medidas para diminuir o fluxo de atendimento e prevenir o contágio da doença dentro dos estabelecimentos bancários foram tomadas, mas até agora não tem surtido efeito. O Sindicado dos Bancários da Paraíba denuncia que as medidas de prevenção a doença já foram tomadas, mas que os bancos não estão cumprindo com as determinações.

O Banco Central atendeu as reivindicações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e determinou, por meio de uma circular, a redução do horário de atendimento e o controle de acesso às agências.

O Sindicato solicitou no mesmo dia, a suspensão do atendimento, por meio de ofício ao governador da Paraíba, João Azevêdo, medida que até agora aguarda avaliação do gestor.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, a situação requer sensibilidade de banqueiros e do governo. “Estamos monitorando e fiscalizando as denuncias que chegam e cobrando a urgência na implementação das medidas de prevenção para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e clientes em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19)”, explicou.

Ele ressaltou que, dentre as medidas tomadas, a diminuição no atendimento, é apenas para garantir o atendimento às pessoas que não têm o cartão para saque em unidades de autoatendimento, os aposentados que não tenham outra alternativa para sacar os benefícios da Previdência, que não possuem conta corrente, trabalhadores que tenham que sacar o FGTS, ou desempregados que tenham que sacar o seguro-desemprego, entre outros. “A limitação precisa priorizar o atendimento a esse público para que eles tenham como manter sua subsistência”, explicou,  acrescentando que o trabalho nos departamentos, que não envolvam o atendimento bancário, a situação é diferente e deve ser liberado o máximo possível de pessoas para realizar trabalho home office ou férias.

A Circular 3.991 do Banco Central determina aos bancos que “assegurada a prestação dos serviços essenciais à população, as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem ajustar o horário de atendimento ao público de suas dependências enquanto perdurar, no País, a situação de risco à saúde pública decorrente do novo Coronavírus (Covid-19), dispensada a antecedência de comunicação de alteração, de que trata o art. 4º da Resolução nº 2.932, de 28 de fevereiro de 2002”.

A circula do Bacen diz ainda que “os bancos múltiplos com carteira comercial, os bancos comerciais e as caixas econômicas estão dispensados do cumprimento, em suas agências, do horário obrigatório e ininterrupto de que trata o art. 1º, § 1º, inciso I, da Resolução nº 2.932, de 2002”, que é no mínimo de 5 horas.

E que as instituições bancárias “devem afixar aviso em local visível em suas dependências, bem como comunicar os clientes, pelos demais canais de atendimento disponíveis, sobre o horário de atendimento e caso venham a instituir limitação de quantidade de clientes e usuários ou outras condições especiais de acesso às suas dependências, destinadas a evitar aglomeração de pessoas”.

“O Banco Central determina a redução do horário, mas mantém uma liberalidade com relação ao contingenciamento. O controle de acesso é fundamental para garantir a segurança e a saúde dos bancários e dos clientes. Esperamos que os bancos atendam essa reivindicação”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Mas, estamos enviando ofício ao Ministério da Saúde solicitando que os bancos sejam obrigados a fazer o controle de acesso para resguardar a saúde dos trabalhadores, dos clientes e usuários e evitar a propagação ainda maior da doença”, completou.

Ainda segundo o presidente, houve uma correria às agências de bancos públicos, principalmente da Caixa Econômica Federal, “após o ministro da Economia anunciar de forma ‘irresponsável’ a concessão de auxílios a autônomos e informais, sem que haja regras definidas, sem a definição exata dos beneficiados e sem preparar a estrutura de atendimento”, alertou.

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