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Blindados avançam contra multidão em ato contra Maduro em Caracas

confronto_venezuela-585x390 Blindados avançam contra multidão em ato contra Maduro em Caracas

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou nesta terça-feira, 30, que militares o apoiam em movimento para acabar com a “usurpação do poder” no país e convocou todos para as ruas do país para pressionar o presidente Nicolás Maduro.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, no momento a situação é tensa na capital venezuelana. Imagens transmitidas via internet direto de Caracas mostram blindados antidistúrbio da Guarda Nacional Bolivariana dirigindo-se contra uma multidão de manifestantes contrários ao presidente Nicolás Maduro. Os manifestantes correram para evitar serem atropelados.

Ainda de madrugada, Guaidó postou um vídeo com um pequeno grupo de homens uniformizados que, segundo ele, foi gravado em La Carlota, a principal base aérea da Venezuela no leste de Caracas.

“Hoje, valentes soldados, valentes patriotas, valentes homens apegados à Constituição, responderam ao nosso chamado, nós também viemos ao chamado, nós definitivamente nos encontramos nas ruas da Venezuela”, disse Guaidó na mensagem.

“Foram anos de medo, o medo que hoje é superado. Hoje como presidente encarregado da Venezuela, legítimo comandante-em-chefe das Forças Armadas, peço a todos os soldados (…) que nos acompanhem neste feito no marco da Constituição, dentro da estrutura da luta não violenta “, acrescentou Guaidó.

O chefe do parlamento também apareceu junto com o líder oposicionista Leopoldo Lopez, seu copartidário que disse que foi “libertado” da prisão domiciliar pelos militares que apoiam Guaidó.

“O chamado é aqui neste momento, na base aérea de La Carota, para acompanhar este processo de cessar definitivo da usurpação de poder”, disse o chefe legislativo, que também pediu a seus seguidores que tomem as ruas da Venezuela.

A Colômbia está em contato com os demais membros do Grupo de Lima para convocar uma reunião de emergência, com o objetivo de apoiar o “retorno da democracia na Venezuela”.

O presidente colombiano, Iván Duque, também pediu aos militares venezuelanos que se unam a Guaidó.

– Tentativa de golpe –

O governo venezuelano denunciou o incidente como uma “tentativa de golpe de Estado” e afirmou que a situação está sob controle.

“No momento, estamos enfrentando e desativando um pequeno grupo de militares traidores que se posicionaram em Altamira para promover um golpe de Estado”, disse o ministro das Comunicações, Jorge Rodríguez.

“Pedimos ao povo que permaneça em alerta máximo para, junto com as gloriosas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, derrotar a tentativa de golpe e preservar a paz”, acrescentou Rodríguez.

O líder do chavismo, Diosdado Cabello, convocou nesta terça-feira uma manifestação no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, depois que o opositor Juan Guaidó afirmou ter o apoio de “bravos soldados” contra o líder socialista Nicolás Maduro.

“Estamos agora mobilizados e convidamos todo o povo de Caracas: venha para Miraflores. Vamos ver o que eles podem fazer contra o nosso povo”, disse Cabello, presidente da Assembleia Constituinte no poder, em nota na televisão estatal VTV, chamando a ação de Guaidó de “espetáculo grotesco”.

O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, também reportou “normalidade” nos quarteis.

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