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É falso que, em 2013, Hillary disse que Trump é honesto e não pode ser comprado

Captura-de-Tela-2018-11-23-às-17.55.11-300x178 É falso que, em 2013, Hillary disse que Trump é honesto e não pode ser comprado

Circula nas redes sociais a “informação” de que, em 2013, a democrata Hillary Clinton teria afirmado que gostaria de ver mais pessoas como Donald Trump concorrendo a cargos políticos porque “eles são honestos e não podem ser comprados”. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“HiIlary Clinton em 2013: ‘Gostaria de ver pessoas como o Donald Trump concorrendo a cargos políticos; eles são honestos e não podem ser comprados”
Frase que está na imagem que circula na internet brasileira e que, até as 17h do dia 23 de novembro de 2018, já tinha sido compartilhada diversas vezes no Facebook e no Twitter

FALSO

A imagem e a frase que a Lupa analisou circulam na internet desde 2016 quando o site The Rightists publicou uma reportagem alegando que a democrata Hillary Clinton teria feito uma defesa do republicano Donald Trump num encontro com executivos do banco Goldman Sachs três anos antes – em 2013. Mas o discurso feito por Hillary naquele encontro acabou sendo vazado pelo Wikileaks e, em sua transcrição, é possível constatar que, em momento algum, ela cita o hoje presidente dos Estados Unidos nominalmente. A ex-candidata à Casa Branca apenas diz que mais executivos deveriam se candidatar a cargos políticos.

Um levantamento feito pelo site Buzzfeed mostrou que esta foi uma das notícias falsas mais difundidas durante a campanha eleitoral americana de 2016 e que teve 481 mil pageviews em apenas uma semana. O site ConservativeState.com, conhecido produtor de notícias falsas baseado na Macedônia, foi o que mais atraiu cliques para a falsa declaração.

Dois anos depois de ter viralizado nos EUA em diversas plataformas e em diversos formatos, essa notícia falsa aterrissa nas redes sociais do Foi denunciada à Lupa por usuários do Facebook, mas também aparece em buscas feitas no Twitter.

Verificação semelhante foi feita pelo site de checagens americano Snopes.

*Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Agência Lupa

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