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POETAS DE MONTEIRO: Por Nal Nunes

26231033_113441996126919_7010507402708919388_n-300x300 POETAS DE MONTEIRO: Por Nal Nunes

POETAS DE MONTEIRO

São muitos os nossos vates Monteirenses que inundaram esta terra seca, porém fértil de poesia e musicalidade, de cultura viva. Hoje citarei alguns que estão no meu arquivo pessoal, poderia mencionar mais poesias de mais poetas, no entanto, para não se tornar uma leitura cansativa, reduzimos a apenas uma estrofe de cada poeta.
Quero dizer aos poetas Monteirenses e de outros lugares também, que tenho o maior prazer em divulgar os trabalhos poéticos de todos, peço apenas que mande por e-mail ( [email protected]). Tenham todos um domingo de muito amor, com paz, luz e poesia.
Por Nal Nunes

Vemos a lua, princesa sideral
Nos deixar encantados e perplexos
Inundando os céus brancos de reflexos
Como um disco dourado de cristal
Face cálida, altiva, lirial
Inspirando canções tenras de amor
Jovem virgem de corpo sedutor
Bem vestida num “robe” embranquecido
De mãos postas num templo colorido
Escutando os sermões do Criador.
Diniz Vitorino

Eu nasci e me criei
Aqui nesse pé de serra
Sou filho nato da terra
Daqui nunca me ausentei
Estudei, não me formei
Por que meu pai não podia
Jesus, filho de Maria
De mim se compadeceu
Como presente me deu
Um crânio com poesia!
Espedito de Mocinha

Sempre gostei do Mocó
Desde o tempo de menino
Na grande pega de boi
Atendendo Zé Albino
Para narrar em sextilha
A corrida da novilha
Que correu sem ter destino
Lino Pedra Azul

Nota: Zé Albino era o avô de Nal Nunes e lá na Fazenda Mocó existia uma novilha que tinha o nome de CORRE CAMPO. O poeta Lino Pedra Azul foi convidado especial por Zé Albino para narrar em versos a corrida desta afamada novilha que sempre os vaqueiros, organizados por meu pai ( Arnaldo Nunes) faziam grandes festas para pegar a famosa novilha. Lino Pedra Azul fez dezenas de versos sobre o tema, meu pai recitava a todos e Nazaré, uma prima lá do Mocó também sabia, lamentavelmente só sei este, daí vem a riqueza da preservação da cultura.

Casa velha abandonada
Com esse aspecto tão feio
Hoje não resta um esteio
Aonde era a latada
Foste muito visitada
Em tempos de apartações
Rebanho de criações
A tardinha estava ali
A casa onde eu nasci
Hoje resta só torrões
Pedro Jararaca

Eu fiz um maior esforço
Por dentro do cipoar
Pega aqui, pega acolá
Foi um maior alvoroço
A jega viu estirou o pescoço
E franziu o couro da testa
E saiu com a mulesta
Quem ia levando era o cão
Correndo levei cambão
Da jega da Fuloresta
Manoel Izídio

NOTA: Na verdade esta JEGA da FAZENDA FLORESTA em Camalaú e era famoso pela rapidez, tanto é que foram feitas várias festas para pegar essa jega no mato fechado.
O poeta Manoel Isídio, original como era, não chamava FLORESTA, e sim, FULORESTA, como vemos no desfecho do mote.

NAL NUNES

O Pipoco

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