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Presidente sul-coreano entrega carta de Kim Jong-un ao papa Francisco

papa-1-300x200 Presidente sul-coreano entrega carta de Kim Jong-un ao papa Francisco

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, entregou ao papa Francisco nesta quinta-feira (18) uma carta do ditador norte-coreano Kim Jong-un convidando o pontífice a visitar seu país, informou o gabinete de Moon.

Moon, que é católico, também pediu ao papa que reze pela paz, reconciliação e prosperidade mútua na península coreana, informou a agência de notícias Yonhap.

Segundo a Presidência sul-coreana, o papa expressou forte apoio aos esforços de paz entre os dois países. “Não pare, siga em frente. Não tenha medo”, disse Francisco a Moon.

Questionado sobre se aceitaria o convite norte-coreano, o papa respondeu: “sua mensagem já é suficiente, mas seria bom se ele mandasse um convite formal”.

“Eu responderei se receber um convite, e eu posso ir”, disse Francisco, ainda segundo a Presidência sul-coreana. ​

O convite a um papa é o primeiro de um líder norte-coreano desde que o pai de Kim, Kim Jong-il, convidou o papa João Paulo 2º para uma visita em 2000, que nunca se concretizou.

No dia 9 de outubro, um porta-voz de Moon informou a jornalistas que, na mensagem, Kim dizia que o papa receberia “calorosas boas-vindas” se visitar Pyongyang.

Na época, quando questionado sobre a possibilidade de uma viagem, um porta-voz do Vaticano afirmou: “Vamos esperar primeiro para o convite chegar”.  ​

Moon se aproxima atualmente de Kim, depois das três reuniões entre os dois no último ano.

Na última cúpula, que aconteceu em Pyongyang no mês passado, Moon foi acompanhado pelo arcebispo sul-coreano Hyginus Kim Hee-joong.

Segundo o porta-voz de Moon, durante essa reunião, Kim pediu ao arcebispo que comunicasse ao Vaticano sua intenção de trabalhar pela paz.

O líder norte-coreano deu vários passos rumo à reconciliação desde o ano passado, incluindo uma histórica cúpula com o presidente americano Donald Trump em junho.

A liberdade religiosa é garantida pela Constituição norte-coreana. Entretanto, as atividades religiosas são rigorosamente vigiadas e totalmente proibidas por fora das estruturas oficiais.

No começo do século 20, antes da divisão da península, Pyongyang era um importante centro religioso, com numerosas igrejas e uma comunidade cristã que era chamada de “Jerusalém da Ásia”.

No entanto, o fundador do regime e avô do atual líder, Kim Il-sung, considerava a religião cristã uma ameaça contra seu reino autoritário e a erradicou com execuções e trabalhos forçados nos campos.

Desde então, o regime norte-coreano autorizou as organizações católicas a desenvolver projetos de ajuda em seu território, mas não tem relações diretas com o Vaticano.

Em sua visita à Coreia do Sul em 2014, o papa Francisco fez uma missa especial em Seul dedicada à reunificação coreana.

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