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Quase 80% dos americanos podem votar pelo correio nas eleições de 2020

2020-02-11t150341z-875544140-rc2fye94kpkm-rtrmadp-3-usa-election-new-hampshire-voting Quase 80% dos americanos podem votar pelo correio nas eleições de 2020A três meses das eleições presidenciais, o voto pelo correio está no centro das discussões nos Estados Unidos. Com a pandemia do novo coronavírus, os pedidos de cédulas para votar de forma remota estão batendo recordes e podem representar mais da metade dos votos de 2020, mas a modalidade incomoda o presidente Donald Trump, que tem se esforçado para desacreditar o processo.

No perfil que mantém no Twitter, ele escreveu que a votação pelo correio pode gerar “a eleição mais imprecisa e fraudulenta da história”. E o curioso é que os registros mostram que Trump e familiares dele já votaram desta forma.

Nesta segunda-feira (3), o presidente norte-americano ameaçou recorrer à justiça para bloquear o voto postal em Nevada, após legisladores estaduais aprovarem o envio automático das cédulas aos eleitores.

Embora Trump entenda como uma ameaça, o voto pelo correio não é um recurso novo no processo eleitoral americano. Foi utilizado por pelo menos 25% das pessoas nas últimas três eleições – desde 2014 – e se torna cada vez mais popular pela conveniência que representa para a população.

Cada um dos 50 estados do país tem regras eleitorais próprias. Em cinco deles a votação já é totalmente pelo correio: Colorado, Washington, Oregon, Utah e o Hawa. Em outros 34 estados e na capital, Washington, as pessoas podem solicitar cédulas para votar de forma remota, sem justificativa.

Estima-se que 77% dos 180 milhões de eleitores americanos sejam elegíveis para votar pelo correio em 2020.

Edie Goldenberg, professora de ciência política da Universidade de Michigan, diz que fraudes em eleições americanas são raras, porque as pessoas podem ser presas. E que fiscais eleitorais concordam que esse não é um problema.

“Os fiscais republicanos e democratas são responsáveis por gerenciar as eleições. Se nós perguntarmos a eles, mesmo os republicanos dirão: não, não temos esse problema.” – diz Edie.

“Então é realmente lamentável que as pessoas falem isso [que há fraudes], porque isso prejudica a credibilidade do processo eleitoral, sugerindo que estão acontecendo coisas que não estão acontecendo.” Goldenberg diz ainda que os incidentes de fraude são raríssimos “são um milésimo de por cento”.

No entanto, a professora reconhece que a contagem dos votos pode se estender por meses, já que a assinatura em cada cédula precisa ser analisada individualmente.

É por isso que os legisladores americanos negociam recursos – do novo pacote de estímulos econômicos do congresso – para contratar e treinar funcionários para dar agilidade ao resultado eleitoral. Na avaliação da professora, sugerir que o processo eleitoral é inseguro não beneficia nenhum partido.

“Eu acho que há uma tradição muito forte neste país de aceitar os resultados das eleições. Eu sou otimista. Talvez eu seja mais otimista do que outros, porque entendo que existe uma tradição muito forte aqui, de permitir que os votos determinem quem é eleito”, conclui.

cnn

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