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Secretário de Justiça de Trump esteve com diplomata russo antes da posse

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O secretário de Justiça dos EUA, Jeff Sessions, encontrou-se duas vezes com o embaixador da Rússia no país, Sergei Kislyak, na campanha eleitoral, informou nesta quarta-feira (1º) o Departamento de Justiça americano.

O ex-senador, que era membro da Comissão de Serviços Armados do Senado, reuniu-se com o russo depois de um discurso na Fundação Heritage em julho. Na época, ocorria a Convenção Republicana, que alçou Donald Trump como candidato.

Kevin Lamarque – 10.jan.2017/Reuters
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O secretário de Justiça dos EUA, Jeff Sessions, faz juramento em sabatina do Senado em 10 de janeiro

O segundo encontro foi no gabinete de Sessions no Senado, em setembro, um mês antes dos vazamentos da campanha democrata, dos quais o Kremlin é acusado.

O embaixador russo é considerado pelos serviços de inteligência dos EUA um dos principais espiões russos e recrutador de agentes. A revelação foi feita pelo jornal “The Washington Post”, e confirmada logo em seguida pelo governo.

Com isso, Sessions é o segundo membro do gabinete a ter se encontrado com o embaixador russo antes da posse, em 20 de janeiro. O primeiro foi Michael Flynn, que se reuniu com Kislyak em dezembro, quando Trump era presidente eleito.

Dias depois da revelação, ele deixou seu cargo de conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca por ocultar o conteúdo das conversas com as autoridades de Moscou para o presidente e seu vice, Mike Pence.

O caso do secretário de Justiça tem um agravante. A pasta que dirige Sessions é a responsável por administrar o FBI (a polícia federal dos EUA), que conduz a investigação sobre o elo da equipe eleitoral de Trump com Moscou.

A pressão por sua renúncia também será maior porque ele teria mentido na sabatina no Senado antes da confirmação de sua indicação, em janeiro, ao dizer que não sabia de nenhum contato da equipe de campanha com os russos.

“Não estou a par de nenhuma destas atividades. Eu fui chamado um substituto em um momento ou dois na campanha e eu não tinha comunicação com os russos.”, respondeu na época ao senador democrata Al Franken.

Em entrevista, Sessions negou que tenha comentado assuntos de campanha nos encontros com o embaixador. A porta-voz de Sessions, Sarah Isgur Flores, disse que não há nada de errado sobre sua declaração porque na sabatina ele foi questionado sobre as comunicações como membro da Comissão de Serviços Armados do Senado.

Diante da revelação, Franken e o republicano Lindsey Graham pediram seu afastamento imediato das investigações sobre o elo da equipe de Trump com os russos. A líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi, e o deputado republicano Elijah Cummings exigiram sua renúncia.

OBAMA

Os encontros de Sessions são revelados horas depois que o jornal “The New York Times” informou que o governo Obama disseminou informações sobre a interferência russa nas eleições.

Segundo membros da antiga administração, eles agiram com dois objetivos: assegurar que isso não acontecesse novamente nos EUA e na Europa, e deixar uma pista para investigações futuras.

Na época, Trump negou qualquer ligação com Moscou e sugeriu que as agências de espionagem teriam inventado informações. As declarações alimentaram o temor de que os dados pudessem ser destruídos.

O Pipoco

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