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Traficante teria ordenado e comandado tortura contra professor em Serra Branca

GURDAR-IMAGEM Traficante teria ordenado e comandado tortura contra professor em Serra Branca

A Polícia Civil (PC), descobriu que uma traficante foi quem teria tramado, ordenado e participado da tortura contra o professor, Luís Carlos Rodrigues Alves, na tarde do dia 17 do corrente mês.

A mulher e mais três envolvidos (um já está preso) vão responder por tortura, homofobia, associação criminosa e lesão corporal de natureza grave, informa Cristiano Santana, delegado seccional de Monteiro.

A mulher, que assim como os dois homens foragidos, participou ativamente da tortura contra o professor e ainda ordenou que os comparsas gravassem a agressão e divulgassem nas redes sociais.

Na madrugada do sábado (15), o professor foi flagrado fazendo sexo oral em um jovem numa das praças no centro desta cidade caririzeira. Um vídeo do ato foi gravado e logo tomou conta das redes sociais, já na segunda, o professor foi alvo de uma trama diabólica que, por pouco, não lhe custou a vida.

Foram ao menos 3 horas de espancamento contra o educador. A vítima foi internada no Hospital de Trauma em Campina Grande com visíveis sinais de tortura. Foram desferidos socos, pontapés, agressões com chicote, barra de ferro e pedaços de pau.

No Hospital de Trauma, o educador contou que errou em fazer tal ato em praça pública, mas garante que as pessoas que estavam com ele eram adultas e não havia criança no entorno.

O professor disse que foi atraído para uma cilada. Ele estava em casa e, logo após o almoço, por volta do meio dia, chegou a residência dele um rapaz pedindo ajuda para empurrar um carro. Como o professor o conhecia, deu água e o ajudou com o carro.

A vítima percebeu que havia uma mulher com esse rapaz. Para deixá-lo vulnerável e sem defesa, o professor acabou dirigindo o carro enquanto o rapaz o empurrava. Mais adiante, conta Luís Carlos, visualizou mais dois homens, foi então, segundo ele, que percebeu que havia algo errado, mas já era tarde.

Foram, conforme o professor, aproximadamente três horas de tortura e de luta desesperada pela vida.

As agressões ocorreram na zona rural de Serra Branca e ele conseguiu escapar correndo pelo mato, pulando cercas e se ferindo em arames farpados. Luís Carlos disse também que seus agressores ainda gravaram o vídeo o obrigando a pedir desculpas pelo ocorrido na praça.

O professor gritou bastante pedindo socorro e recebeu ajuda de agricultores que ouviram seus apelos.

O SAMU foi acionado, assim como a polícia militar.

A conduta do professor também está sendo apurada, em relação ao ato realizado em local público (importunação ofensiva ao pudor).

Com Renato Diniz

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