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Paraibano ligado a grupo radical deixou rastros nas redes sociais

paraibano-supeito-de-terrorismo-300x220 Paraibano ligado a grupo radical deixou rastros nas redes sociaisAntônio Ahmed Andrade era publicitário e mantinha perfis nas redes sociais com viés extremista.

 Antônio Andrade dos Santos Junior (Ahmed Al-Falluji, nome de conversão muçulmana), preso em João Pessoa, nesta quinta-feira (21), na Operação Hashtag pela Polícia Federal, radicalizou-se pela internet, método comum de radicalização dos “lobos solitários” do grupo terorrista Estado Islâmico. Inclusive, o radicalismo o levou a ser expulso (sala de oração, para os muçulmanos) de uma mussula em João Pessoa. O paraibano era bastante presente nas redes sociais, mantinha blogs, perfis em sites, e um canal no Youtube.

Ahmed tem, digamos, uma dupla identidade na rede. Um blog sobre marketing de guerrilha, e um perifl no SoundCloud – um site de publicações de áudios -, mostram um outro lado do paraibano. Em 2009, é possível identificar que ele mantinha um blog sobre marketing de guerrilha, assunto que foi objeto de estudo de seu trabalho de conclusão de curso. Antônio Andrade é publicitário, e formou-se em 2007 em Comunicação Social pela Instituto de Educação Superior da Paraíba (IESP). Já no site de áudios, Ahmed fazia cover de The Beatles, Simon and Garfunkel e The Beach Boys.

372611678a0671ba6738 Paraibano ligado a grupo radical deixou rastros nas redes sociaisApós sua conversão ao islã, Ahmed mantinha perfis no Facebook, Twitter e Google Plus, todos ligados a comentários sobre o islã. Também era administrador de páginas que faziam referência à fé islâmica  – uma delas seria ‘Mesquita Brasil’, e tinha um blog chamado ‘Por que deixei o cristianismo’, onde tratava sobre sua conversão ao islã e sobre o cristianismo.

Em uma das publicações de seu blog, intitulada “Matar os cristãos?”, no dia 19 de janeiro deste ano, ele comenta sobre as mortes impostas pelo Estado Islâmico. “São mostrados alguns casos em que cristãos foram mortos, mas nunca são mortos simplesmente por serem cristãos”, escreveu.

Em seu blog, Ahmed também tenta descontruir a imagem terrorista do Estado Islâmico, e visa reafirmar que trata-se de uma guerra santa, para purificar o mundo do pecado. “A propaganda dos impérios deste mundo mostram o Estado Islâmico por esse ângulo [santo]? Claro que não. Os mostra como monstros em uma campanha de desumanização (que historicamente precede os genocídios)”.

a0780f2ce069fcae4ee2 Paraibano ligado a grupo radical deixou rastros nas redes sociaisO extremismo é notado em algumas publicações de Ahmed. “O islam é a única verdadeira resistência aos grupos maçônicos globalistas satanistas. Esses grupos que controlam o ocidente (e também o oriente) e fazem as pessoas acharem que esta tudo bem e o que islam está atrapalhando a perfeição que o mundo está se tornando”, escreveu em seu blog.

No Twitter, o paraibano conta, em 2 de agosto de 2011, que aconteceu em “João Pessoa – Paraíba – Brasil. Primeiro Adhan Al Fajr das Américas”. Adhan é o nome dado ao chamado para o início das orações dos muçulmanos, e “Al Fajr” é “A Aurora”, a octagéssima nona sura do Alcorão.

2b086bcbd8e5910c969a Paraibano ligado a grupo radical deixou rastros nas redes sociais

Um blog intitulado “Rafik Responde” fez uma publicação em 2014, onde reunia possíveis perfis de pessoas ligadas ao terrorismo, onde no momento atribuia as ligações a Al Qaeda, antigo grupo jihadista que membros do Estado Islâmico integravam.

_ Paraibano ligado a grupo radical deixou rastros nas redes sociais

Antônio Ahmed Andrade aparece segurando a bandeira negra, símbolo da Jihad (Reprodução/ Rafik Responde)

Na publicação, o autor cita Antônio Ahmed Andrade e o maranhense Zaid Mohammad Duarte (nascido Marcos Mário Duarte), ambos presos na Operação Hashtag. O autor do blog reúne fotos, depoimentos, publicações em redes sociais, e informações sobre ligações extremistas dos homens.

cde239cdb050093e1960 Paraibano ligado a grupo radical deixou rastros nas redes sociaisAhmed também tem um canal no Youtube, e estava online na rede de compartilhamento de vídeos pouco antes de ser preso. Em seu canal, que conta com quase 1 milhão de visualizações, o paraibano publicava vídeos de entrevista de autoridades pessoenses do islã – João de Deus, um ex-pastor que converteu-se ao islã , e o Sheikh Mabrouk -, vídeos sobre islã, cristianismo e Estado Islâmico. E também há um vídeo de Hangout, uma espécie de chat ao vivo, onde aparece com outro companheiro que o chama de “terrorista”, em certo tom irônico.

 

 

 

 

 

Jornal da Paraiba

CÓGENES LIRA

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