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Rafaela Silva perde na estreia para portuguesa que foi bronze na Rio 2016

rafaela-2-1-300x193 Rafaela Silva perde na estreia para portuguesa que foi bronze na Rio 2016

A carioca Rafaela Silva foi a campeã olímpica na categoria 57kg nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Desde então, suas adversárias vêm estudando incessantemente todos os seus passos para conseguirem derrubá-la no tatame. Quem fez o dever de casa direitinho foi a portuguesa Telma Monteiro, que foi bronze nesse peso na edição brasileira da Olimpíada. Assim, a experiente atleta de 31 anos, que tem quatro participações olímpicas no currículo, derrotou uma das mais fortes competidoras da seleção brasileira. Rafa caiu logo na estreia da competição, mas ainda faz, no domingo, a disputa por equipes mistas. Ou seja, ainda tem chance de subir ao pódio no Campeonato Mundial de Budapeste, na Hungria, em 2017.

De backnumber dourado pelo título olímpico, Rafaela entrou focada, mas Telma, que já tinha feito antes uma luta e vencido Margriest Bergstra, da Holanda, por um ippon, estava quente. Com isso, a portuguesa tentou muito mais ataques. Nenhum deles, contudo, entrava. Do meio para o fim da luta, em um contragolpe, ela conseguiu enfim encaixar contra a brasileira. A carioca tentou uma chave de braço, mas não deu certo. Por um waza-ari, a lusitana saiu com a vitória e a classificação para o round 3 contra a canadense Catherine Beauchemin-Pinard, prata no Pan de Toronto, em 2015. Visivelmente chateada após o revés, Rafa não parou para falar com os jornalistas ao sair do tatame

Trata-se da primeira participação de Rafaela Silva em um Mundial após a conquista do ouro olímpico. Ela tem um ouro (57kg) e uma prata (equipes) na edição do Rio de Janeiro, em 2013, e uma prata individual no campeonato disputado em Paris, na França, no ano de 2011. Até o momento nesse Mundial de Judô, nenhum campeão olímpico conseguiu medalha.

Rafaela Silva se concentrou antes de entrar para lutar no Mundial de Judô, mas perdeu de portuguesa (Foto: Lara Monsores / CBJ)

Contini cai na estreia, lamenta decisão do árbitro e pede desculpas

O primeiro brasileiro a entrar no tatame nesta quarta, terceiro dia de disputas em Budapeste, foi Marcelo Contini, na categoria 73kg. De cara, ele encarou uma pedreira, o georgiano Lasha Shavdatuashvili, de 25 anos, que é dono de uma medalha de ouro em Londres 2012 ainda no 66kg, e bronze na Rio 2016 já no novo peso. A luta, entretanto, estava muito equilibrada. Cada atleta tinha dois shidos (infrações), até que o árbitro resolveu desclassificar o judoca do Brasil por supostamente esconder a manga em uma tentativa do adversário. Marcelo ficou bem chateado com a decisão da arbitragem.

“Parça” dh, é difícil falar o que faltou, mas eu me preparei muito. E uma luta tão igual decidir assim? Não estou aqui para reclamar, mas acho que a arbitragem às vezes quer decidir a luta muito rápido. A luta totalmente igual. Podiam deixar decidir no judô. Escolheram me punir. Vou olhar com calma depois. Duro é que o ano todo a gente trabalha para essa competição. Perdi a chance, então o sentimento é muito ruim. Peço desculpas a todo mundo que depositou confiança em mim. De coração, dei meu melhor para chegar aqui e representar bem o país. E ninguém está mais chateado do que eu com essa derrota. Desculpa para todo mundo, principalmente para minha família, que acredita muito em mim. Vou continuar e bola para frente – lamentou.

Contini elogiou o adversário georgiano e disse que ele sempre é um potencial concorrente à medalha. Contudo, garante que tinha condições de vencê-lo, não fosse a decisão do árbitro.

– Quanto ao Lasha (Shavdatuashvili) é um adversário duríssimo, eu acredito que ele sempre entra em competição cotado à medalha. Foi visível que foi uma luta muito igual, e minha maior chateação é quanto à arbitragem no sentido de uma luta igual eles quererem decidir. Mas o Lasha dispensa comentários, tem duas medalhas olímpicas, um ouro e um bronze, é um dos principais adversários da categoria. Mas eu sei e já ganhei dele, tenho muita condição de ganhar dele. Infelizmente não foi hoje – concluiu o judoca que, assim como Rafaela, ainda volta no domingo para lutar por equipes.

O Pipoco

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