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Biografia de Liz Truss em pré-venda será reescrita após queda da primeira-ministra

reino_unido_inglaterra_foto_pixabay-599x400 Biografia de Liz Truss em pré-venda será reescrita após queda da primeira-ministra

– O mandato a jato de Liz Truss como primeira-ministra do Reino Unido prejudicou o lançamento de uma biografia sobre ela prevista para dezembro.

“Out of the Blue: The Inside Story of Liz Truss and Her Explosive Rise to Power” –ou do nada, a história de Liz Truss e os bastidores de sua explosiva ascensão ao poder– pretendia contar a história da britânica desde a adolescência, quando se envolveu com política, até o início de seu período no poder.

Com sua saída do cargo após meros 44 dias –um recorde negativo na história democrática do Reino Unido–, a obra será um relato completo de seu mandato, afirmou um dos autores da biografia, James Heale, à Bloomberg.

Heale, que é repórter da revista The Spectator, fez piada com o próprio infortúnio nas redes sociais. “De volta ao trabalho”, escreveu. Ainda à Bloomberg, disse que ele e o outro autor do livro, Harry Cole –editor de política do tabloide The Sun–, pretendem adicionar um capítulo relatando os dias que levaram à queda da primeira-ministra ao livro.

Na Amazon britânica, a sinopse e o subtítulo da obra já foram atualizados para refletir a saída de Truss, e o preço da pré-venda baixou de 20 libras (cerca de R$ 117) para menos de 17 libras (em torno de R$ 97). A previsão é que o título chegue às livrarias em 8 de dezembro.

A biografia virou meme nas redes sociais, onde internautas começaram a publicar capas cômicas alternativas. Uma das imagens apaga toscamente todo o título e deixa só o “out”, “fora” em inglês. Outra põe um emoji de alface sobre o rosto da britânica –referência a uma espécie de competição promovida pelo tabloide Daily Star entre a sobrevivência política da britânica e a vida útil do vegetal.

Truss anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (20), capitulando à primeira grande crise que atingiu seu governo e cedendo à fritura imposta pela oposição, por seu próprio partido e pela população –oito em dez britânicos a rejeitavam. Ela continuará no posto até a escolha do sucessor, que deve ser conhecido na semana que vem.

FOLHAPRESS

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